Atirar pedras, olhar de frente a estranheza: sobre os gestos que não esquecem

Nélio Conceição

Resumo


O artigo aborda a relação entre gesto, memória e recordação, mostrando a sua importância para a criação artística. O impulso é dado por Aristóteles e por uma matriz antiga de afinidade entre corpo e memória, mas é a releitura de algumas “imagens de pensamento” de Walter Benjamin e das suas reflexões sobre as questões do gesto e da estranheza em Proust e Kafka que permite articular os vários momentos. Este percurso irá atravessar a fotografia e a literatura, com referências a Proust, Kafka, Clarice Lispector e Claude Cahun. Trata-se de procurar respostas para as seguintes questões: de que forma um gesto ou um movimento corporal podem desencadear em nós uma relação com o passado? E que articulação entre memória e corpo está subjacente a esta experiência? De que forma a modernidade intensificou a experiência da estranheza, não apenas em relação à nossa própria identidade, mas também em relação ao mundo que nos rodeia e a um passado a que deixamos de ter acesso? E, neste cenário, quais as possibilidades de ação? Por último, como é que a arte aproveita ou pode aproveitar estas experiências?


Palavras-chave


gesto; memória; recordação; estranheza; corpo; processo criativo

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