Eficiência de diferentes macrófitas aquáticas em tratamento de águas contaminadas pelo arsênio

Edilayne Cristina Santos, Priscila Mayrink de Miranda, Marcela Menezes, Maria Cláudia Feres Monteiro de Castro, José Fernando Paiva, Vera Lúcia de Miranda Guarda

Resumo


A água é um bem precioso e cada vez mais leva a debates no mundo todo. O consumo humano da água está limitado atualmente pela degradação da qualidade das águas superficiais e subterrâneas, que sofrem inúmeras contaminações, entre elas, pelo lançamento de esgoto sem tratamento. A poluição das águas por arsênio e metais pesados é um dos maiores problemas do mundo moderno, e macrófitas aquáticas têm sido utilizadas em sua remoção, devido a uma rápida e intensa absorção de nutrientes e poluentes. Seu rápido crescimento e a facilidade de sua retirada das lagoas perturba menos o ambiente, além de ser mais econômico quando comparado com outros métodos tradicionais. Nesse intuito, foi avaliado o crescimento de quatro espécies de macrófitas: Spirodela intermedia, Lemna minuta, Salvinia auriculata e Mayacacia sp. As duas primeiras espécies apresentaram as melhores curvas de crescimento, pois absorvem mais poluentes, assim sendo, foram utilizadas na pesquisa de absorção de arsênio nos pHs 5,5 e 7,0. O teor de arsênio foi avaliado em solução contendo arsênio e na biomassa da macrófita. Para a análise da solução, amostras contendo arsênio foram retiradas em tempos pré-estabelecidos, e, para a análise da biomassa das macrófitas, as plantas foram secas em estufa e depois digeridas. O teor de arsênio nesses experimentos foi analisado pelo método de voltametria de onda quadrada sobre eletrodo de mercúrio. Assim sendo, verificouse, através das análises das curvas de crescimento e das estatísticas, que a espécie Spirodela intermedia apresentou o melhor perfil de absorção de arsênio, independentemente do pH.


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ISSN: 2447-8091