Aulas de direito para estudantes ativos

Carlos Bernal

Resumo


Dois propósitos do ensino para estudantes de Direito são a retenção de informações para além da realização dos exames e o desenvolvimento das habilidades profissionais dos bacharéis em Direito. Estes objetivos se cumprem melhor quando os estudantes de Direito desempenham um papel ativo durante as aulas. Sem embargo, a tradicional divisão que existe em muitos países entre, de um lado, as aulas expositivas massivas e, de outro lado, as tutorias em grupos pequenos restringe o papel ativo dos estudantes a estas últimas. O objetivo deste artigo é desafiar esta prática comum. Para isso, proporei e explicarei uma técnica para ministrar aulas expositivas de Direito que, de acordo com Cavanagh (2011), chamarei “aula prática” (“lectorial” é a expressão original em inglês). A aula prática é uma mistura de uma aula expositiva (“lectures”) e uma tutoria (“tutorial”). Combina, assim, a apresentação de informação de fundo com algumas atividades práticas desenhadas para estimular os estudantes a refletir sobre situações hipotéticas, responder perguntas concretas e compartilhar suas opiniões com o resto de seus companheiros e com o professor. Nesse sentido, a aula prática encoraja a interlocução. Trata-se de um tipo de aproximação ao ensino centrado no estudante, cujos fundamentos pedagógicos se encontram nos princípios do construtivismo. Argumentarei que a “aula prática” oferece vantagens sobre o tradicional enfoque dogmático próprio das aulas expositivas e, em consequência, deveria ser preferida a dito enfoque.

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Libertas - Revista de Pesquisa em Direito da UFOP. Qualis B1

Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

ISSN: 2319-0159


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