Rádio-Leituras agora é Radiofonias

A Revista Rádio-Leituras acaba de publicar seu último número, disponível no link: https://www.periodicos.ufop.br/pp/index.php/radio-leituras/index. Nesta edição é possível encontrar diferentes olhares sobre o rádio e a mídia sonora, além de origens teórico-metodológicas diversas.

Com essa edição, anunciamos também algumas mudanças no periódico, que passa a se chamar Radiofonias - Revista de Estudos em Mídia Sonora. A revista, agora publicada quadrimestralmente, passa a ser uma coedição do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto, do Grupo de Pesquisa Convergência e Jornalismo e do Núcleo de Rádio e Televisão da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O ISSN mantém-se o mesmo neste primeiro ano da Radiofonias, assim como o endereço junto à UFOP.

O Conselho Editorial ganha novos membros, de seis diferentes países, parte de um esforço de internacionalização da Radiofonias.

Abaixo encaminhamos a chamada de trabalhos para as edições de 2020. Serão dois dossiês (prazos para submissão em março e julho) e uma edição com temas livres (deadline em outubro). Lembramos que as edições especiais manterão a seção de temas livres, atendendo à diversidade que caracteriza os estudos de som.

A Radiofonias aceita submissões em português, espanhol e inglês e as diretrizes aos autores podem ser encontradas na página do periódico.

Damos boas-vindas à equipe de edição, que passa a ser composta por Debora Cristina Lopez (UFOP), Marcelo Kischinhevsky (UFRJ) e Lena Benzecry (UFRJ). Agradecemos a colaboração nestes quase dez anos de trabalho em prol da pesquisa em mídia sonora e desejamos sucesso e vida longa à Radiofonias.

Cordialmente,

Debora Cristina Lopez, Marcelo Freire e Nair Prata

Editores – Revista Rádio-Leituras

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Chamadas para 2020 da Radiofonias – Revista de Estudos em Mídia Sonora

 

Edição 2020.1 - Dossiê “Podcasting e a remediação da linguagem radiofônica”

O ano de 2019 marcou a entrada de novos atores no mercado de podcasting, que passou a atrair grandes grupos de comunicação, num cenário de emergência de novas formas de distribuição de conteúdos sonoros e de redesenho dos hábitos de escuta. Podcasts que investem em informação aprofundada e contextualizada coexistem agora com as tradicionais mesas redondas e com novos formatos, como os de radiojornalismo narrativo, que tensionam e remedeiam a linguagem radiofônica. Nesta segunda onda do podcasting (Bonini, 2015), impulsionada pelos investimentos de produtores independentes e por sistemas de financiamento como crowdfunding, esta modalidade radiofônica deixa de ser mídia de nicho, operando na lógica do narrowcasting (Primo, 2005), para flertar cada vez mais com o consumo massivo.

Neste contexto, como o podcasting acelera uma reconfiguração do radiofônico, atingindo novas audiências? Que novos formatos estão sendo desenvolvidos pelos podcasters e em que medida novos intermediários, como serviços de streaming, agregadores e smart speakers, condicionam a oferta e o acesso a conteúdos? Como o mercado de mídia sonora se reestrutura diante da chegada de novos atores, como podcasts produzidos por jornais, revistas, emissoras de TV e sites nativos digitais?

A Radiofonias incentiva submissões que proponham reflexões teóricas e/ou decorram de projetos de pesquisa envolvendo os diversos aspectos dessa nova onda do podcasting, tais como:

- Novos formatos, experimentações estéticas e linguagens em podcasting

- Imersividade na experiência de escuta de podcasts

- O papel dos agregadores e dos serviços de streaming na circulação de podcasts

- A produção de podcasts na indústria da radiodifusão sonora

- A publicidade no podcasting: o desafio das métricas e as fronteiras tênues entre informação e conteúdo comercial

- Independentes e mainstream: a articulação entre podcasters individuais, pequenas empresas inovadoras e grandes intermediários

- O papel do podcasting na comunicação pública e educativa

- Podcasting e gênero

- Podcasting, representação e identidade étnica

Prazo para submissões: 10 de março de 2020

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Edição 2020.2 - Dossiê “Rádios universitárias em tempos de ataques à ciência”

Rádios universitárias operam desde os anos 1950 no Brasil, antes mesmo da regulamentação da radiodifusão educativa, em 1962. Cartografia em andamento (Kischinhevsky, Mustafá, Pieranti e Hang, 2018) revela a existência no país de 100 emissoras pertencentes a 87 instituições de ensino superior. Desse total, 71 estão em operação em canais AM e FM com transmissão replicada via internet, enquanto as demais 29 têm programação veiculada exclusivamente on-line.

A maioria foi criada nas últimas décadas. Nos anos de 1980, foram lançadas 13 FMs. Na década de 1990, vieram mais 14 FMs e duas web rádios que permanecem em atividade. Entre 2001 e 2010, contudo, o número de novas FMs saltou para 22 e o de emissoras on-line cresceu para 10. Na década atual, considerando-se apenas os dados disponíveis até 2017, somaram-se outras 16 web rádios e quatro FMs. Mais da metade, portanto, iniciou suas transmissões no século XXI, uma evidência não apenas do crescimento do campo da comunicação pública e educativa, mas também do interesse estratégico na divulgação científica, tecnológica e de inovação.

A despeito dessa forte expansão, rádios universitárias enfrentam uma série de obstáculos: infraestrutura precária, falta de pessoal, financiamento incerto e instabilidades institucionais. A estes, veio somar-se o desafio colocado pelos ataques políticos de grupos organizados contra a universidade, difamada como espaço de construção de conhecimento e inclusão social e cultural. A era da pós-verdade, das campanhas de desinformação patrocinadas em mídias sociais, coloca novo patamar de dificuldades para o campo da radiodifusão universitária, que ainda luta pelo seu reconhecimento legal e por mais apoio a seu papel formativo.

Nesse contexto, Radiofonias incentiva submissões que proponham reflexões teóricas, estudos de caso e/ou decorram de projetos de pesquisa envolvendo os diversos aspectos da radiodifusão universitária, tais como:

- Rádios universitárias, regulação e políticas de comunicação pública e educativa

- Desafios institucionais, alternativas de financiamento e o papel do apoio cultural

- Emissoras universitárias como espaço de experimentação e formação profissional

- Em busca da audiência: a importância de falar para além dos muros da universidade

- Representatividade étnica e de gênero nas emissoras universitárias

- Formação de redes e experiências de coberturas conjuntas e intercâmbio de conteúdos

- Radiojornalismo em emissoras universitárias

- Articulações entre rádios universitárias e circuitos locais e regionais de música independente

Prazo para submissões: 10 de julho de 2020

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Edição 2020.3 – Temas livres

Prazo para submissões: 10 de outubro de 2020

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Rádio-Leituras, leading Brazilian journal in radio and audio media studies, has just published its latest issue, available at the link: https://www.periodico.ufop.br/pp/index.php/radio-leitura/index. It brings different perspectives about radio and sound, as well as diverse theoretical and methodological approaches.

We are also pleased to announce a series of changes in the journal, from now on called Radiofonias – Journal of Sound Media Studies. It will be a quarterly co-edition by the Postgraduate Program in Communication at the Federal University of Ouro Preto (UFOP), the Convergence and Journalism Research Group and the Radio and Television Center of the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ). The ISSN remains the same in this first year: 2179-6033. Radiofonias offers free access and there are no publication fees.

We present the call for papers for the 2020 issues bellow. There will be two monographs (deadlines for submission in March and July) and one open call issue (deadline in October). Special thematic issues are not exclusive: open theme articles may be submitted anytime.

Radiofonias accepts articles in Portuguese, Spanish and English. Guidelines for authors can be found on the journal page.

Finally, we welcome the new team of editors, Debora Cristina Lopez (UFOP), Marcelo Kischinhevsky (UFRJ) and Lena Benzecry (UFRJ), and the new Advisory Board, with members from six different countries.

Best regards,

Debora Cristina Lopez, Marcelo Freire and Nair Prata

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2020.1 - Monograph “Podcasting and Remediation of the Radiophonic Language”

The year 2019 marked the entry of new agents in the podcasting market, which began to attract large communication groups, in a scenario of new forms of distribution of audio content and redesign of listening habits. Podcasts that invest in detailed and contextualized information now coexist with traditional round tables and new formats, such as narrative radio journalism, which stress and remediate radio language. In this second wave of podcasting (Bonini, 2015), driven by investments from independent producers and financing systems such as crowdfunding, this radio mode is no longer a niche medium, operating in the logic of restricted broadcasting (Primo, 2005), getting closer and closer to mass consumption.

In this context, how does podcasting accelerate a reconfiguration of the radio, reaching new audiences? Which new formats are podcasters developing and to what extent do new intermediaries, such as streaming services, aggregators and smart speakers, condition delivery and access to content? How is the sound media market restructured as new players arrive, such as podcasts produced by newspapers, magazines, television stations and native digital websites?

Radiofonias encourages the submission of articles that propose theoretical reflections and/or come from research projects that involve the various aspects of this new wave of podcasting, such as:

- New formats, aesthetic experiments and languages in podcasting

- Immersive listening experience in podcasting

- The role of aggregators and streaming services in podcast circulation

- Podcast production in the audio broadcasting industry

- Podcasting advertising: the challenge of metrics and blurred boundaries between information and commercial content

- Independent and mainstream: the articulation between individual podcasters, innovative small companies and large intermediaries

- The role of podcasting in public and educational communication

- Podcasting and gender

- Podcasting, representation and ethnic identity

Deadline for submission: March 10, 2020

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2020.2 - Monograph "College radios in times of attacks on science"

College radios operate in Brazil since the 1950s, even before the regulation of educational broadcasting, in 1962. Cartography in progress (Kischinhevsky, Mustafa, Pieranti and Hang, 2018) indicates the existence of 100 stations belonging to 87 institutions of higher education in the country. Of this total, 71 are in operation on AM and FM channels with internet-transmitted replication, while the remaining 29 have programming broadcast exclusively online. More than half began to transmit in the 21st century, evidencing not only the growth of the field of public and educational communication, but also the strategic interest in scientific, technological and innovation dissemination.

Despite this rapid expansion, college radios face numerous obstacles, such as: poor infrastructure, lack of personnel, uncertain financing and institutional instability. To these were added the challenge posed by the political attacks of organized groups against the university, defamed as a space for the construction of knowledge and social and cultural inclusion. The post-truth of the disinformation campaigns sponsored by the social networks establishes a new level of barriers for the field of college radio that, still, fights for its legal recognition and for greater support for its formative role, not only in Brazil but also in many other countries.

In this context, Radiofonias encourage submission of articles that propose theoretical discussions, case studies and/or constitute developments of research projects that include various aspects of college broadcasting, such as:

- College radios, regulation and public and educational communication policies

- Institutional challenges, financing alternatives and the role of cultural support

- University radio stations as a space for experimentation and professional training

- Looking for the public: the importance of speaking beyond the walls of the university

- Ethnic and gender representation in college radios

- Experiences of networks and joint coverage and content exchange

- Radio journalism on college radios

- Interfaces between college radios and independent local and regional music circuits

>> Deadline for submission: July 10, 2020

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2020.3 - Free themes

>> Deadline for submission: October 10, 2020

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La revista Rádio-Leituras acaba de publicar su último número, disponible en el enlace: https://www.periodicos.ufop.br/pp/index.php/radio-leitura/index. En esta edición es posible encontrar diferentes perspectivas acerca de la radio y los medios sonoros, así como diversos orígenes teóricos y metodológicos.

Con esta edición, también anunciamos algunos cambios en la revista, que ahora se llama Radiofonias – Revista de Estudos em Mídia Sonora. La revista, ahora publicada cada cuatro meses, se convierte en una coedición del Programa de Posgrado en Comunicación de la Universidad Federal de Ouro Preto (UFOP), el Grupo de Investigación de Convergencia y Periodismo y el Centro de Radio y Televisión de la Universidad Federal de Río de Janeiro (UFRJ). El ISSN sigue lo mismo en este primer año: 2179-6033. La revista ofrece acceso gratuito y no hay tasas de publicación.

A continuación, se presenta la convocatoria de trabajos para las ediciones de 2020. Habrá dos dossiers (fechas límite para la presentación en marzo y julio) y una edición de temas libres (fecha límite en octubre). Recuerde que las ediciones especiales mantendrán la sección de temas libres, dada la diversidad que caracteriza los estudios de los medios sonoros.

Radiofonías acepta envíos en portugués, español e inglés y las pautas para los autores se pueden encontrar en la página de la revista.

Por fin, damos la bienvenida al equipo de edición, que ahora está formado por Debora Cristina Lopez (UFOP), Marcelo Kischinhevsky (UFRJ) y Lena Benzecry (UFRJ). Le agradecemos su colaboración en estos casi diez años de trabajo en la investigación de medios sonoros y deseamos éxito y larga vida a Radiofonias.

Saludos cordiales,

Debora Cristina Lopez, Marcelo Freire y Nair Prata

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Edición 2020.1 – Monográfico "Podcasting y Remediación del Lenguage Radiofónico"

El año 2019 marcó la entrada de nuevos agentes en el mercado de podcasting, que comenzó a atraer a grandes grupos de comunicación, en un escenario de aparición de nuevas formas de distribución de contenido sonoro y rediseño de los hábitos de escucha. Los podcasts que invierten en información detallada y contextualizada ahora coexisten con mesas redondas tradicionales y nuevos formatos, como el periodismo radial narrativo, que ponen em tensión y remedian el lenguaje radiofónico. En esta segunda ola de podcasting (Bonini, 2015), impulsada por inversiones de productores independientes y sistemas de financiación como crowdfunding, este modo de radio ya no es un medio de nicho, operando en la lógica de difusión restringida (Primo, 2005), acercándose cada vez más del consumo masivo.

En este contexto, ¿cómo acelera el podcasting una reconfiguración de la radio, llegando a nuevas audiencias? ¿Qué nuevos formatos están desarrollando los podcasters y en qué medida los nuevos intermediarios, como los servicios de transmisión, los agregadores y los altavoces inteligentes, condicionan la entrega y el acceso al contenido? ¿Cómo se reestructura el mercado de medios de sonido a medida que llegan nuevos reproductores, como podcasts producidos por periódicos, revistas, estaciones de televisión y sitios web digitales nativos?

Radiofonias fomenta la sumisión de artículos que propongan reflexiones teóricas y/o provengan de proyectos de investigación que involucren los diversos aspectos de esta nueva ola de podcasting, tales como:

- Nuevos formatos, experimentos estéticos y lenguajes en podcasting

- Inmersión en la experiencia de escucha de podcasts

- El papel de los agregadores y de los servicios de transmisión en la circulación de podcasts

- La producción de podcasts en la industria de la radiodifusión sonora

- Publicidad de podcasting: el desafío de las métricas y los límites borrosos entre la información y el contenido comercial

- Independiente y corriente principal: la articulación entre podcasters individuales, pequeñas empresas innovadoras y grandes intermediarios

- El rol del podcasting en la comunicación pública y educativa

- Podcasting y género

- Podcasting, representación e identidad étnica

Fecha límite de envío: 10 de marzo de 2020

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Edición 2020.2 – Monográfico "Radios universitarias en tiempos de ataques a la ciencia"

Las radios universitarias operan en Brasil desde la década de 1950, incluso antes de la regulación de la radiodifusión educativa, en 1962. Cartografía en progreso (Kischinhevsky, Mustafá, Pieranti y Hang, 2018) indica la existencia de 100 emisoras pertenecientes a 87 instituciones de educación superior en el país. De este total, 71 están en funcionamiento en canales AM y FM con replicación transmitida por internet, mientras que los 29 restantes tienen programación transmitida exclusivamente en línea. Más de la mitad comenzó a transmitir en el siglo XXI, evidenciando no solo el crecimiento del campo de la comunicación pública y educativa, sino también el interés estratégico en la difusión científica, tecnológica y de innovación.

A pesar de esta rápida expansión, las radios universitarias enfrentan numerosos obstáculos, como: infraestructura deficiente, falta de personal, financiamiento incierto e inestabilidad institucional. A estos se sumó el desafío planteado por los ataques políticos de grupos organizados contra la universidad, difamada como un espacio para la construcción del conocimiento y la inclusión social y cultural. La posverdad de las campañas de desinformación patrocinadas por las redes sociales establece un nuevo nivel de dificultad para el campo de la transmisión universitaria que, todavía, lucha por su reconocimiento legal y por un mayor apoyo para su papel formativo, no solo en Brasil sino en muchos otros países.

En este contexto, las transmisiones de radio fomentan presentaciones que propongan reflexiones teóricas, estudios de casos y / o provengan de proyectos de investigación que incluyen diversos aspectos de la transmisión universitaria, como:

- Radios universitarias, regulación y políticas de comunicación pública y educativa.

- Desafíos institucionales, alternativas de financiación y el papel del apoyo cultural.

- Las emisoras universitarias como espacio de experimentación y formación profesional.

- Buscando al público: la importancia de hablar más allá de las paredes de la universidad

- Representación étnica y de género en las emisoras universitarias.

- Experiencias de redes y cobertura conjunta e intercambio de contenido.

- Periodismo radial sobre emisoras universitarias.

- Articulaciones entre radios universitarias y circuitos musicales locales y regionales independientes.

>> Fecha límite de envío: 10 de julio de 2020

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Edición 2020.3 - Temas libres

>> Fecha límite de envío: 10 de octubre de 2020