Fundamentos não metafísicos do conceito de presença em Hans Ulrich Gumbrecht

Mariana Lage

Resumo


Esse artigo propõe evidenciar as influências e os fundamentos conceituais da elaboração conceitual de Hans Ulrich Gumbrecht em torno de um campo não hermenêutico, elaboração conceitual que nas últimas três décadas vem se concentrando sobre termos como efeitos de presença, presentificação e presente amplo. Para tanto, o trabalho lança luz sobre pensadores e referências históricas que exercem influência determinante sobre o desenvolvimento gradual de seu pensamento, em especial, Paul Zumthor e Martin Heidegger, a época medieval e a serenidade como postura existencial. Destacando essas referências, analisa-se o movimento de retomada do corpo como origem e veículo de um sentido que a interpretação não alcança ou não abarca. Por fim, busca-se demonstrar a relevância da teoria de Gumbrecht para as pesquisas da Estética e da Filosofia da Arte contemporâneas.

Palavras-chave


presença; corpo; sentido; experiência estética; Gelassenheit;

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