Rancière: história, narrativa, indiferença

Pedro Hussak van Velthen Ramos

Resumo


O presente artigo procura mostrar que Rancière articula o problema da História com a ficção, ao mostrar que, em grande medida, toda construção discursiva que visava dar um sentido à história articulando os fatos em direção a uma meta é o resultado de uma analogia com as regras de estruturação da narrativa do regime representativo das artes, a qual dava um primado da ação sobre a passividade no sentido de encontrar um desenlace final. Rancière sustenta que no século XIX, a circulação do romance operou uma transformação nas regras de verossimilhança ao introduzir o que ele chama de palavra muda que, ao invés de estruturar-se com base na trama, produzia uma suspensão na temporalidade, o que produz outra dimensão estética, o ne rien faire.

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