Entre Logos e Pathos: O antiplatonismo platônico de Nietzsche

Enrico Müller

Resumo


Este artigo procura mostrar em que medida o pensamento de Nietzsche evolui ao se ocupar polemicamente com a filosofia grega clássica. Em sua obra de maturidade, Nietzsche caracteriza sua prática filosófica como a “transformação do dionisíaco em um pathos filosófico” (Ecce Homo, “O Nascimento da Tragédia”). O termo pathos é tomado aqui como um contraconceito estratégico voltado contra a metafísica europeia, que se apresenta como uma filosofia do logos desde sua fundação platônica. Em sua confrontação permanente com Platão, Nietzsche por um lado critica e desconstrói determinados conceitos e a orientação transcendente de seu precursor, mas por outro lado ele o repete como um “transvalorador de todos os valores” e como um artista filosófico. Assim, em suas ambições críticas, Nietzsche descobre cada vez mais o indivíduo para além da filosofia do logos: Sócrates para além do socratismo e Platão para além do platonismo. Ao demonstrar a relação tensa entre Nietzsche e Platão enquanto escritores, gostaria de argumentar que mesmo o projeto de uma filosofia antimetafísica permanece ligado ao modelo da dialética socrático-platônica.

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