A árvore e a liberdade. Acerca do belo natural em Kant

Kleber Carneiro Amora

Resumo


Por que uma árvore é bela e outra não? Qual o elemento decisivo que nos vem imediatamente ao espírito e decide a questão? Antes de Schiller, Kant argumentara que a liberdade seria este elemento. Uma árvore é bela quando parece ser livre em sua manifestação orgânica, ou seja, expressar-se como dotada de vontade própria. Schiller nos mostra isso de forma mais concreta, inspirado, porém, em Kant. Hegel não compreendeu este importante aspecto ao defender a supremacia do espírito frente à natureza, porque a sua dialética é, no fundo, supressão do sensível; é defesa de uma concepção de totalidade que, absoluta, nega a riqueza contrastante do objeto natural. Adorno, ao reabilitar a primazia kantiana do belo natural e ser representante de uma dialética negativa, pôde compreender muito bem o intuito de Kant e de Schiller. A inclusão do exemplo da bela árvore é uma tentativa de levarmos a discussão a respeito do belo natural para além dos conceitos chave sobre o tema, porque com ele acreditamos expressar de modo significativo o vínculo estreito entre beleza e liberdade e dele tirar importantes consequências éticas.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2017 Revista ArteFilosofia

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

ArteFilosofia - Publicação Semestral

Revista de Estética e Filosofia da Arte do Programa de Pós-graduação em Filosofia - UFOP

ISSN: 2526-7892 (on-line)

ISSN: 1809-8274 (impresso)

Qualis CAPES: B1 (Filosofia)

Endereço de contato: artefilosofia.defil@ufop.edu.br 

ArteFilosofia – Biannual Journal

Journal of Aesthetic and Philosophy of Art. Graduation Program on  Philosophy – UFOP

ISSN: 2526-7892 (on-line)

ISSN: 1809-8274  (print)

Qualis CAPES: B1 (Philosophy)

Contact: artefilosofia.defil@ufop.edu.br